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sábado, 2 de agosto de 2014

ALERGIA À PICADA DE INSETO



DEFINIÇÃO:

Consiste na ocorrência de um processo alérgico local ou generalizado decorrente de uma hipersensibilidade do indivíduo ao veneno que alguns insetos injetam, principalmente as abelhas, os pernilongos e as formigas, na ocasião da picada.

COMO OCORRE A ALERGIA:

Qualquer processo alérgico é desencadeado por uma substância chamada alergeno, em que o indivíduo possui uma maior sensibilidade à este alergeno.
No caso das picadas de insetos o alergeno contido no veneno do inseto é, geralmente uma proteína e/ou uma enzima.

Por outro lado, os indivíduos alérgicos à picadas de insetos, possuem em seu organismo uma espécie de anticorpo contra esta proteína/enzima alergeno.
No momento da picada, o inseto injeta o veneno na pele do indivíduo que rapidamente invade a corrente sanguínea encontrando o anticorpo. Da associação alergeno-anticorpo é que ocorre o processo alérgico que, na dependência do grau de sensibilidade de cada indivíduo, poderá ser localizada ou generalizada.

SINAIS e SINTOMAS DA ALERGIA à PICADA DE INSETO:

Os principais sinais e sintomas dependem do tipo de reação apresentada pelo paciente que podem ser de 02 tipos, as Reações Alérgicas Imediatas ou Reações Alérgicas Tardias.
Considera-se como uma reação alérgica imediata quando os sinais e sintomas aparecem até 4hs após a picada do inseto enquanto que nas reações alérgicas tardias os sinais e sintomas ocorrem após 4hs da picada do inseto.

A única diferença entre os dois tipos é o tempo do aparecimento dos sinais e sintomas que se caracterizam, em ambos os casos por dor, eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e prurido (coceira) de intensidade variáveis na região da picada podendo permanecer somente com estes sintomas ou evoluir para um quadro mais sério chamado Choque Anafilático caracterizada por insuficiência respiratória e colapso cardiovascular.

TRATAMENTO DA ALERGIA À PICADA DE INSETO:

As reações mais graves tal como o Choque Anafilático ou o Edema Angioneurótico (edema de glote) devem ser tratados de forma rápida e urgente em uma unidade de pronto atendimento de emergência.

Já os quadros mais brandos podem ser tratados em ambiente ambulatorial. Nos processos alérgicos restritos apenas ao local da picada utiliza-se cremes ou pomadas contendo associação de corticoide com antibiótico.
Nos quadros mais extensos pode ser necessário o uso de anti-alérgicos orais, corticoides orais ou até mesmo de anti-alérgicos e/ou corticosteroides injetáveis.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

URTICÁRIA




A urticária consiste em uma reação alérgica que atinge a pele ou mucosas. Na prática, os fatores desencadeantes dessa condição ativam os mastócitos, que são células do sistema imunológico de defesa presentes na pele, que liberam algumas substâncias responsáveis pela reação alérgica.

A manifestação pode ser aguda, quando dura menos de 30 dias, ou crônica, quando persiste por mais seis semanas.

Em geral, cursa de forma benigna, mas existe um tipo mais grave de reação, denominado edema de Quincke, que requer atendimento de emergência pelo risco de atingir a laringe e provocar asfixia.

A urticária ocorre em todas as idades, chegando a afetar em torno de 20% da população em algum momento da vida.

CAUSAS E SINTOMAS


Os episódios agudos apresentam-se de modo intenso e rápido, com lesões que variam de pequenos pontos avermelhados a placas maiores, igualmente avermelhadas e inchadas, com formato irregular, que podem se juntar e atingir grandes áreas.

O principal sintoma é uma coceira muito intensa. A reação, contudo, costuma ter curta duração, desaparecendo rapidamente e surgindo de novo em outras extensões da pele, sempre com coceira intensa, ardência e, às vezes, sensação de ferroada. Já na urticária crônica, os sintomas surgem com menor intensidade, mas com maior duração. Por sua vez, o edema de Quincke, que também é uma manifestação aguda, cursa com um grande inchaço no rosto, principalmente nos lábios e nas pálpebras, podendo causar dificuldade respiratória.
Vários fatores desencadeiam esta reação exagerada do sistema imunológico, a exemplo de medicamentos, alimentos como nozes, frutos do mar, ovos e frutas, substâncias inalantes – perfumes, poeira, inseticidas e desodorantes –, infecções, verminoses, picadas de insetos, aspectos emocionais, estresse e agentes físicos como frio, calor, luz ou pressão. Não raramente, a causa pode ser desconhecida.

EXAMES E DIAGNÓSTICOS


O diagnóstico costuma ser feito com base no exame físico do indivíduo e na história do aparecimento das lesões. Muitas vezes, o médico solicita exames para investigar a ocorrência de doenças que estejam funcionando como fatores desencadeantes da reação, como é o caso das verminoses e das infecções, ou para confirmar uma suspeita clínica de um determinado agente ser o responsável pelo quadro. Em casos mais raros, pode ser necessária a análise de células da pele para afastar a hipótese de o quadro ser decorrente de outros distúrbios dermatológicos.

Com freqüência o médico pode identificar o agente responsável pela alergia apenas com uma boa anamnese, mas muitas vezes é impossível identificar a causa.

TRATAMENTO E PREVENÇÕES


O tratamento da urticária, tanto crônica quanto aguda, procura combater a reação na pele com medicamentos anti-histamínicos, que bloqueiam a produção de histamina e, assim, controlam os sintomas.

No edema de Quincke, a medicação deve ser iniciada com urgência, quase sempre acompanhada de fármacos que reduzem a resposta do sistema imunológico, como os corticóides, para impedir a evolução do quadro para a laringe e reduzir o inchaço.Em todos os casos, contudo, é fundamental procurar suprimir o fator desencadeante, sem o que o tratamento será apenas paliativo.

A prevenção da urticária depende sobretudo do conhecimento do mecanismo que provoca a produção excessiva de histamina, de forma que seja possível evitá-lo. Em casos mais graves, com episódios repetidos por longos períodos, o médico pode sugerir uma estratégia de prevenção individualizada, algumas vezes com o emprego de medicamentos.

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