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terça-feira, 7 de outubro de 2014

CERATITE MICROBIANA


DEFINIÇÃO:

Ceratites Microbianas são processos inflamatórios da córnea e outras estruturas oculares externas, geralmente causada por microrganismos cuja a contaminação ocorre geralmente por via exógena podendo ser um processo infeccioso causado por bactérias, fungos, parasitas ou vírus.

As Ceratites Microbianas devem ser consideradas uma urgência oftalmológica pelo fato de levar a uma alteração do tecido infectado com consequente diminuição irreversível da visão.

SINAIS e SINTOMAS DAS CERATITES MICROBIANAS:

Independentemente da causa da infecção (seja por bactérias, fungos, parasitas ou vírus) as infecções da córnea apresentam vários sinais e sintomas comuns à todas elas tais como alterações da acuidade visual, dor ocular, irritação dos olhos, sensação de corpo estranho nos olhos e fotofobia (sensação de desconforto com a iluminação) sendo que a intensidade destes sintomas é variável na decorrência do tipo de microrganismo envolvido, da imunidade local do paciente e do tipo de tratamento instituído.
Pode-se observar também, além dos sintomas acima descritos, hiperemia ocular (olho vermelho), produção de secreção ocular e sinais de congestão dos cílios.

A principal complicação das Ceratites Microbianas é a diminuição gradual e irreversível da visão que ocorre por alterações na transparência, na espessura e na curvatura da córnea e também decorrente da extensão do processo inflamatório para a câmara anterior do olho (espaço existente entre a parte posterior da córnea e a íris).

Deve ser investigado também alguns fatores de risco que podem predispor a um processo infeccioso da córnea tais como traumas oculares, uso de lentes de contato de forma errada, cirurgias oculares com incisões normais ou à laser, alterações anatômicas das pálpebras e/ou da conjuntiva, Diabetes Mellitus e o uso incorreto de medicações tópicas oculares que contenham corticosteroides, antibióticos e/ou anestésicos.

EXAMES LABORATORIAIS DE DIAGNÓSTICO:

O exame clínico oftalmológico associado aos dados da história do paciente podem ser sugestivo do tipo de microrganismo envolvido.
Entretanto, o diagnóstico definitivo somente poderá ser feito com a identificação do agente causador da infecção o que é feito através de procedimentos padronizados e específicos de laboratório para coleta de secreção ou material ocular com posterior cultivo e análise microscópica.

A biópsia da córnea somente está indicada quando o resultado do cultivo das amostras de material ocular coletado for negativo mas o quadro clínico oftalmológico continua sendo sugestivo de processo infeccioso.

Uma vez fechado e confirmado o diagnóstico de Ceratite Microbiana o tratamento é feito com o uso de antibióticos, antifúngicos ou antivirais tópicos (sob a forma de colírios) ou sistêmicos ressalvando-se que este tipo de tratamento deve sempre ser realizado por um médico oftalmologista habilitado.

Maiores informações podem ser obtidas por esse mesmo canal de comunicação ou através de www.facebook.com/drnelsonmeneghellofh

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

HETEROCROMIA


Define-se como Heterocromia (ou heterocromia ocular) como uma anomalia genética caracterizada pela presença de olhos com coloração distintas ou ainda, duas cores em um mesmo olho.

PREVALÊNCIA/FREQUÊNCIA

É uma doença rara em humanos. Ela atinge, aproximadamente, 11 pessoas a cada 1.000 na América. Sua frequência é observada em animais, principalmente os gatos, cavalos e cães (dálmatas e pastores australianos).

CLASSIFICAÇÃO 

Há três tipos: Heterocromia completa, setorial e central.



 

Completa: quando ambos os olhos têm cores distintas. Ex: um verde, outro azul.

 


Setorial: quando há duas cores diferentes na mesma íris. Ocorre um toque de uma segunda cor diferente da dominante.




Central: quando a íris tem dois ou mais "círculos" de cor. Por exemplo: azul com um arco dourado perto da pupila ou externamente.


 
CAUSAS

Sua causa se dá por uma mutação no gene EYCL3, presente no cromossomo 15. Esse cromossomo tem a função de determinar a quantidade de melanina que deverá existir no olho e designa quantidade de pigmentos de gordura que determina os tons azul ou verde. 

Outras causas também podem ser apontadas para a ocorrência da síndrome, como por exemplo a Síndrome de Waardenburg caracterizada por causar surdez e predispõe à essa alteração. Também é possível citar ainda:
- Sangramento;
- Objeto estranho no olho;
- Glaucoma, ou alguns medicamentos utilizados no tratamento;
- Lesão;
- Inflamação branda que afeta somente um olho; e
- Neurofribromatose;

SINTOMAS 

Não há sintomas, a não ser a alteração de cores nos olhos. Pode ocorrer desconforto e/ou auto-estima baixa pela diferença nas cores dos olhos.

TRATAMENTO

Não há tratamento para a síndrome. Por uma questão estética, de auto-estima, pode ser feito uso de lentes de contato para que as cores sejam equiparadas. 

CONSIDERAÇÕES GERAIS


Um exame ocular detalhado pode eliminar a maioria das causas de heterocromia. Se parecer que não há nenhum distúrbio subjacente, não é necessário nenhum outro exame. Se há a suspeita de outros distúrbios, devem ser feitos exames diagnósticos, como exames de sangue ou exames cromossômicos, para confirmar o diagnóstico. 
Algumas condições e síndromes associadas à heterocromia, como glaucoma pigmentar, podem ser detectadas somente por um exame detalhado. 

Dúvidas podem ser esclarecidas pos esse mesmo meio de comunicação ou através de www.facebook.com/drnelsonmeneghellofh

sábado, 26 de julho de 2014

TERÇOL OU HORDEÓLO



DEFINIÇÃO


Mais comum na infância, o hordéolo, popularmente chamado de terçol, é a inflamação de uma glândula sebácea das pálpebras, que ocorre quando o ducto secretor da glândula se obstrui. Esse processo inflamatório pode acontecer de maneira isolada ou múltipla, na pálpebra superior e/ou inferior, e forma um pequeno nódulo (caroço) inflamado na região acometida.

Na maioria das vezes, o terçol não representa gravidade, mas pode causar dor e incômodo durante a fase aguda, que dura de 1 dia a 7 dias, em média. A recorrência do terçol é indício de uma doença chamada blefarite, um tipo de inflamação que acomete mais difusamente as pálpebras, não contagiosa e que pode ser causada por bactérias, parasitas ou pela produção excessiva de uma camada de gordura na pálpebra. Se diagnosticada, a blefarite deve receber um tratamento específico, a fim de evitar a formação de novos hordéolos.

CAUSAS E SINTOMAS 


O terçol pode ocorrer de forma isolada, aleatória, sem aparente fator predisponente. Ou pode ser recorrente e múltiplo, nos casos que está associado à blefarite. Essa última predispõe à formação de hordéolos, e deve ser tratada especificamente. Essa doença pode ser seborreica ( inflamação causada pela produção excessiva de gordura ) ou por infecções bacterianas e parasitárias ou, ainda, ter uma causa mista. O tratamento pressupõe o diagnóstico feito por um médico que orienta higiene local e, geralmente, o uso de medicação tópica (colírio e pomada), específica para cada etiologia.

Os principais sintomas relacionam-se à inflamação e estão presentes logo nos primeiros dias: dor local, calor, vermelhidão e inchaço local e às vezes até de toda a pálpebra comprometida. 

O terçol pode passar da forma aguda (com dor, vermelhidão  e inchaço local) para a forma subaguda, quando não há mais dor, e apenas persiste uma inflamação menos intensa e um pequeno caroço no local.  A fase aguda pode durar de 1 dia a 7 dias, em média. Já a fase subaguda pode durar até 30 dias. Nessa evolução pode acontecer o esvaziamento natural do conteúdo do terçol, quando ocorre extravasamento do pus.  Entretanto, se um “caroço” persistir sem qualquer  sinal inflamatório (dor, edema ou vermelhidão local), a denominação modifica-se para calázio.

EXAMES E DIAGNÓSTICOS


O diagnóstico do terçol é realizado pela avaliação de um oftalmologista. Raramente, o médico pode indicar uma biópsia excisional – pequena cirurgia que retira o nódulo - para análise das células que compõem a lesão. No caso da blefarite, que pode ser condição predisponente para o terçol de repetição, é indicada a coleta de material das pálpebras para a análise microbiológica, permitindo diagnóstico etiológico e instituição de tratamento específico conforme resultado de antibiograma.

TRATAMENTO E PREVENÇÕES

O terçol é tratado como uma inflamação local. Geralmente, recomenda-se aplicar compressas mornas. É muito importante não manipular ou espremer o local. Se o inchaço e a dor forem intensos, o que é raro, o uso de antiinflamatório pode ser indicado por poucos dias.

A prevenção envolve basicamente a consulta oftalmológica de rotina. Em caso de blefarite, é preciso realizar o tratamento adequado, incluindo-se a fase de manutenção, que muitas vezes consiste em higiene das margens palpebrais diariamente. Tanto o hordéolo quanto a blefarite não são inflamações contagiosas – não sendo necessário, portanto, evitar o contato com pessoas que apresentem seus sintomas. 


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domingo, 22 de junho de 2014

PRESBIOPIA

PRESBIOPIA

A presbiopia, também conhecida como vista cansada, pode ser definida como a perda gradual da capacidade para enxergar de perto, a qual depende da elasticidade do cristalino, a lente natural que serve para focalizar as imagens na retina, e do trabalho da musculatura ciliar, um músculo que possui ligamentos aderentes ao cristalino e promove o aumento da sua curvatura durante a focalização dos objetos próximos, mecanismo chamado “acomodação”.

Quando jovem, o cristalino é muito flexível e capaz de se adaptar com rapidez e sem esforço a esse mecanismo, para fornecer a imagem correta das coisas.
A partir dos 40 anos, porém, a acomodação inevitavelmente começa a apresentar sinais de fadiga, prejudicando o ajuste do foco de objetos próximos dos olhos e resultando numa visão de perto cada vez mais difícil.

Segundo alguns estudos, cerca de 40% da população mundial tem presbiopia e manifesta os primeiros sintomas entre a quarta e a quinta décadas de vida.

SINAIS e SINTOMAS DE PRESBIOPIA:

O primeiro sinal clínico da presbiopia é a dificuldade para ver de perto, que vai aumentando lenta e progressivamente ao longo dos anos.
Como o sintoma não é repentino, muitas vezes a pessoa só procura ajuda ou só se dá conta de que existe um problema quando seus esforços para ler um documento ou para observar um objeto próximo chegam no limite.

Na prática, qualquer trabalho manual fica mais difícil de ser realizado, como enfiar a linha numa agulha ou ler a bula de um medicamento, e há sempre maior necessidade de luz para enxergar detalhes.
Além de tais manifestações, a vista cansada pode ser acompanhada de dor de cabeça freqüente.

A presbiopia é um acontecimento que acompanha o avanço da idade.
Com o passar dos anos, o cristalino começa a perder sua flexibilidade, ficando mais rígido para se moldar segundo a necessidade visual, e o músculo ciliar já não consegue se contrair com desenvoltura para aumentar de modo suficiente a curvatura dessa lente natural.

DIAGNÓSTICO DA PRESBIOPIA:

O diagnóstico da vista cansada é essencialmente clínico e, portanto, baseia-se no histórico de saúde do indivíduo, na avaliação da dificuldade para enxergar de perto – o oftalmologista observa a que distância dos olhos a pessoa precisa colocar um documento para conseguir fazer sua leitura – e no exame oftalmológico.

Uma vez confirmada a presbiopia, no próprio consultório são feitos testes para determinar a extensão da perda visual e estabelecer o grau mais apropriado para permitir uma visão de perto confortável.

TRATAMENTO DA PRESBIOPIA:

O tratamento exige o uso de óculos ou lentes de contato com grau adequado para enxergar melhor de perto.
Para quem já apresenta erros de refração, como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, há diversas combinações de tratamento que envolvem o uso de óculos com diferentes tipos de lentes, de lentes de contato e, conforme a situação, podem incluir também procedimentos cirúrgicos.

É importante lembrar que, com o passar do tempo, a dificuldade para enxergar os objetos próximos continua aumentando, não obstante o tratamento, o que implica uma visita ao oftalmologista para a mudança do grau de correção da presbiopia pelo menos a cada 18 meses.

PREVENÇÃO DA PRESBIOPIA:

Não há nenhuma medida capaz de evitar a vista cansada, exatamente por se tratar de um processo normal de envelhecimento ocular. Uma medida fundamental de auxílio para a leitura e para quaisquer outros trabalhos que requeiram a flexibilidade do cristalino e a contração do músculo ciliar é a iluminação adequada do ambiente.
Quem gosta de ler na cama e não quer incomodar o sono do parceiro deve deixar para terminar o capítulo quando o dia raiar.

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quarta-feira, 18 de junho de 2014

CONJUNTIVITE

O QUE É e O QUE FAZER

Define-se Conjuntivite como sendo uma inflamação e/ou infecção da Conjuntiva, uma fina membrana que recobre o parte frontal dos olhos.

Pode comprometer homens e mulheres independente da faixa etária sendo inclusive muito frequente em crianças de ambos os sexos. 

Pode ocorrer em um só olho ou pode ser bilateral, concomitantemente ou de forma alternada (mais frequente).

A CAUSA é um processo infeccioso causado por uma bactéria ou um vírus.

OS principais SINTOMAS são vermelhidão, dor ocular, sensação de "areia nos olhos", ardor e, no caso de uma infecção bacteriana ocorre também secreção purulenta (secreção com pus).

O TRATAMENTO consiste em cuidados de limpeza geral dos olhos com gase embebida em Água Boricada gelada, e uso de colírios a base de antibióticos.

É uma doença ocular altamente contagiosa sendo que seu portador deverá ser afastado de suas atividades profissionais a fim de evitar riscos de contaminação e disseminação endêmica da doença.

DÚVIDAS e MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA ACIMA PODEM SER OBTIDAS ATRAVÉS DESTE MESMO MEIO DE COMUNICAÇÃO OU ATRAVÉS DE stacasa.meneghello@hotmail.com e/ou www.fabeook.com/drnelsonmeneghellofh.

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