quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CATAPORA (VARICELA-ZOSTER)

A catapora é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa. É causada por um vírus da família Herpesviridae (varicela-zóster). A catapora atinge, preferencialmente, crianças e adolescentes e sua evolução geralmente é benigna. Na sua forma secundária, a infecção apresenta-se sob a forma de Herpes-zóster.



TRANSMISSÃO

O período de incubação da catapora é de 10 a 21 dias, com pródromos (sinais que indicam o início de uma doença antes dos sintomas característicos) de 24 a 48 horas antes do início das lesões cutâneas até a fase de crosta (geralmente de 5 a 6 dias após o surgimento das lesões).

É uma doença altamente contagiosa e sua transmissão ocorre em 90% dos casos domicialiares.


SINTOMAS


As lesões cutâneas aparecem em surtos de máculas fugazes (manchas com pouca duração) e que em poucas horas transformam-se em pápulas e vesículas superficiais e rapidamente secam e formam crostas.

As lesões iniciam-se na face e no tronco, espalhando-se em direção ao centro do corpo e são frequentemente encontradas na orofaringe, vagina, reto e couro cabeludo onde podem apresentar estágios de evolução variados.

Pode ocorrer febre elevada e lesões que continuam a aparecer de 7 a 10 dias do início da doença. Há ocorrência também de coceira, mal-estar, dor de cabeça, inapetência (perda de apetite) e dor de barriga.

A ocorrência mais graves dos sintomas se dá com maior frequência em crianças com sistema imunológico baixo devido à uma doença, uso de medicamentos como corticosteróides. 


DIAGNÓSTICO

Geralmente, o médico utilizará apenas o exame físico para diagnosticar a doença.

Caso seja necessário poderão ser solicitados exames de sangue e coleta do material da pele e coleta da secreção das pápulas.

TRATAMENTO  


Habitualmente, o tratamento limita-se ao repouso até a regressão das lesões e higiene adequada para prevenir infecções bacterianas secundárias. Também são administrados analgésicos e antitérmicos para dor e febre; antialérgicos também são prescritos para aliviar a coceira. 

Há ainda os antivirais que apresentam melhor eficácia se oferecidos em até 24 horas após o surgimento das lesões, porém essa terapêutica raramente é adotada visto que a catapora regredirá naturalmente até o desaparecimento.

PRECAUÇÕES


Evitar coçar as lesões para prevenir cicatrizes e infecções decorrentes de bactérias presentes nas mãos e unhas.

Medicamentos de uso tópico, de acordo com orientação médica, podem ser aplicados para prevenir a coceira.

Evitar a automedicação pois poderá agravar o quadro do paciente.

Pacientes hospitalizados deverão ser colocados em isolamento (respiratório e de contato) até o aparecimento das crostas, o que leva de 5 a 7 dias após o início da doença. 

Pessoas com imunidade baixa devem manter distãncia da pessoa infectada.

COMPLICAÇÕES

- A doença é grave em pessoas com imunidade comprometida;
- o vírus varicela-zóster poderá manifestar-se na idade adulta, geralmente após os 50 anos, em forma de infecção secundária: a herpes-zóster;
- mioacardite;
- infecção secundária devido as vesículas;
- gestantes que desenvolvem a catapora durante o final da gravidez podem transmitir o vírus para o feto.
- raramente pode ocorrer encefalopatia. É uma complicação grave;
- pneumonia, dentre outras.

PREVENÇÃO

A prevenção ocorre por meio da vacina tetra viral e a vacina contra a varicela. Ao tomar a vacina, quase nenhum paciente apresenta a doença de forma grave ou moderada.
 
A vacina da catapora não requer reforço. Deverá ser administrada conforme orientação do Calendário Nacional de Vacinação (Ministério da Saúde).

Dúvidas podem ser esclarecidas por meio de www.facebook.com/drnelsonmeneghellofh

HERPES-ZOSTER

Também conhecida como Cobreiro ou Zona, a herpes zóster é uma infecção viral em que ocorre o aparecimento de vesículas na pele, geralmente acompanhada de dor intensa. Pode acometer qualquer parte do corpo, sendo mais comum no rosto e no tronco.

CAUSAS:

O vírus causador da doença é o mesmo da catapora, o varicela-zoster que em sua forma primária atinge, preferencialmente, crianças e adolescentes, tendo evolução benigna e em sua forma secundária, a herpes-zóster atinge pessoas que já tiveram catapora em sua forma primária, ficando latente (adormecido), podendo ser reativado muitos anos depois, geralmente após os 50, em forma de herpes zóster, devido à queda da imunidade, doenças autoimunes (Lupus ou Aids), adultos saudáveis mas exposto à situações de estresse.

É importante saber que, o vírus que causa a herpes zoster e a varicela não é o mesmo que causa a herpes genital ou labial e nem são da mesma família. Apenas há em comum o nome "herpes".

A maioria dos adultos das regiões urbanas já teve contato com o vírus da varicela-zóster.

TRANSMISSÃO


A pessoa portadora de herpes zóster pode transmitir o vírus para pessoas que não tenham imunidade à catapora, através do contato direto com as lesões da pele. Uma vez contaminada, a pessoa poderá desenvolver a catapora e mais tarde a herpes zóster.

PREVENÇÃO

Pode ser feita por meio de dose única, via subcutânea, da vacina Zostavax que é indicada para pessoas com mais de 50 anos de idade.

Evitar o contato físico com as lesões do infectado, principalmente recém-nascidos, gestantes, pessoas com baixa imunidade, pessoas em tratamento de quimioterapia e radioterapia e aqueles que não apresentam imunidade à catapora.

Crianças vacinadas contra a varicela também estarão se protegendo de um futuro risco de desenvolver o herpes zoster. 

SINTOMAS

- Formigamento;
- Dor de cabeça;
- Coceira na área afetada;
- Distúrbios gastrointestinais (dor no estômago, diarréias)
- Dor forte que segue o trajeto do nervo. Essa dor pode persistir mesmo após o desaparecimento das lesões;
- Aparecimento de bolhas que contêm em seu interior um líquido com o vírus. 
- Lesões em apenas um lado do corpo e apresentam-se em forma de uma faixa nas costas seguindo para o peito (trajeto do feixe de nervos), ou no rosto onde atingirá o nervo trigêmio e também seguirá o trajeto da enervação;
- Febre.
TRATAMENTO

O tratamento poderá ser feito com antivirais para eliminar as bolhas e a coceira. O médico também prescreverá medicações como analgésicos e antitérmicos para aliviar as dores e febre.

Em casos mais graves, quando há a ocorrência de neuralgia pós-herpética (dor nos nervos após o desaparecimento das lesões), poderá ser prescritos analgésicos mais forrtes para aliviar a dor crônica.

Além do tratamento medicamentoso, o paciente deverá seguir alguns cuidados:

- Não aplicar cremes ou pomadas sobre as bolhas para evitar irritação na pele;
- Utilizar roupas confortáveis;
- Lavar a região afetada, diariamente, com água morna e sabão e secar bem, ambos sem esfregar.

É importante ressaltar que após as vesículas secarem, os antivirais não tem mais terapêutica alguma contra a doença, pois os vírus já estarão nas raízes nervosas. Então, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor a resposta à ele.

COMPLICAÇÕES

- Infecções de pele;
- problemas neurológicos, dependendo do nervo afetado;
- neuralgia pós-herpética;
- herpes zoster oftálmico

 Mais informações e dúvidas podem ser obtidos por meio www.facebook.com/drnelsonmeneghellofh

segunda-feira, 20 de julho de 2015

DIETA SEM GLÚTEN EMAGRECE?

A "moda" da dieta sem glúten seguida por muitas celebridades tem sido adotada pelas pessoas que querem perder peso. Mas será que emagrecer, retirando um nutriente, ao qual não se tem intolerância é eficaz e correto?

Ao longo do texto será explicado o que Glúten, para quais pessoas ele é proibido e se realmente a eliminação deste na dieta leva à perda de peso.

O que é o Gluten?

É um tipo de proteína como a gliadina e glutenina, presente na semente de cereais como centeio, trigo, cevada, triticale e malte.

Para quem deve ser restrito o uso do Glúten? 

Pessoas que apresentem doença celíaca dentre outras patologias não podem consumir alimentos com presença de glúten, pois ao ingeri-lo, no caso da doença celíaca, será desencadeado pela proteína, uma reação imunológica levando à incapacidade de absorver os nutrientes da alimentação, resultando na maioria dos casos em diarréia crônica. Entenda sobre a doença celíaca acessando o link: Doença celíaca. 

Quando deve ser retirado o Glúten da dieta de uma pessoa?

Somente após diagnóstico MEDICO de Doença celíaca, de dermatite herpetiforme e de alergia ao glúten poderá ser prescrita a restrição de Glúten na dieta de uma pessoa. Ao contrário, o Nutricionista não deverá  retirar tal proteína da alimentação diária, sujeito à penalidade pelo Conselho Regional de Nutrição de SP (CRN-3): 

"3-O descumprimento dessa diretriz oferece indícios de infringência ao Código de Ética do Nutricionista por desrespeito ao Princípio Fundamental explicitado no seu artigo 1º e pelo descumprimento do artigo 6º, inciso VI, sujeitando os infratores a processo disciplinar e às penalidades previstas na legislação."
Qual o risco em retirar o Glúten da alimentação diária sem orientação médica?

O Glúten é uma proteína. Quando é retirada da alimentação pode causar carência nutricional. O mesmo ocorre quando é retirada a lactose da alimentação. Veja Dieta sem lactose.

O parecer do Conselho Regional de Nutrição (CRN-3) diz o seguinte: "A recomendação indiscriminada para restrição ao consumo de glúten não encontra respaldo na ciência da nutrição e está em desacordo com o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007)."

Retirar o Glúten da alimentação emagrece?

NÃO existe comprovação científica que retirar o glúten da alimentação leve ao emagrecimento. A sua restrição não acelera o metabolismo.

O problema dos alimentos que possuem glúten não é a proteína em si, mas sim porque geralmente os alimentos que contêm presença de glúten são mais calóricos e quando consumido, sem moderação, leva ao aumento de peso. 

Outro ponto importante que NÃO faz com o que a restrição do glúten emagreça é que ao retira-lo da alimentação, ele é substituído por outro alimento que também contém teor calórico.

Conclui-se que a restrição de glúten não deve ser feita, aleatoriamente, sem acompanhamento médico e sem que tenha doença celíaca ou outra devidamente diagnosticada que careça de restrição. O parecer do Conselho Regional de Nutricionistas de SP (CRN-3), proíbe prescrição de dietas com restrição da proteína para pessoas sem diagnóstico médico preciso. O texto diz:

"2- A recomendação de restrição de consumo de glúten deve ser destinada aos pacientes com diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, de dermatite herpetiforme, de alergia ao glúten, ou quando, eliminada a hipótese de doença celíaca, haja diagnóstico clínico confirmado de sensibilidade ao glúten (também denominada como intolerância ao glúten não-celiaca). Deve se salientar que o diagnóstico clínico é de competência exclusiva do médico."

É importante ressaltar que é preciso muita cautela com as "dietas da moda" que circulam em academias e/ou seguidas por celebridades. Geralmente as tais dietas são publicadas em blogs e revistas e podem comprometer a saúde dos indivíduos. É preciso acompanhamento médico nutricional adequado para que a perda de peso seja sem riscos par a saúde e eficaz. 

Outro ponto importante é que a dieta deverá ser direcionada de acordo com a necessidade de cada pessoa. A mesma dieta que é boa para uma, pode não ser eficaz para outra pessoa. 
Para uma dieta eficaz é preciso, primeiramente, descobrir a causa do aumento de peso e realizar exames de rotina para verificar como está o funcionamento do organismo, ao contrário, pode até ocorrer a perda de peso, porém depois de algum tempo recupera-lo ou ainda nem sequer conseguir perder nada.

Dúvidas podem ser esclarecidas por esse mesmo canal de comunicação ou através de www.facebook.com/drnelsonmeneghellofh









 

sábado, 11 de julho de 2015

CAXUMBA (PAPEIRA)

A caxumba é uma doença viral também conhecida como papeira. É causada por um vírus da família paramyxovirus. No Brasil, não enquadra-se em doença de notificação compulsória.

A doença afeta as glândulas parótidas  (produzem saliva), localizadas nas laterais do pescoço, abaixo da mandíbula, causando um aumento dessas glândulas. A infecção pode estender-se ainda até outras glândulas salivares que são as submaxilares e sublinguais.

Em alguns casos o aumento das glândulas não é aparente. 

O período de incubação (tempo para início dos sintomas) pode variar de 14 a 25 dias.

PREVALÊNCIA

A doença é mais comum na infância, geralmente no período do inverno e da primavera. Nos adultos, a manifestação da doença ocorre de forma mais severa.

TRANSMISSÃO

Ocorre por meio do contato as secreções das vias aéreas superiores do portador da caxumba. Após ser infectada com caxumba, a pessoa pode transmitir a doença entre seis dias antes do início dos sintomas até, aproximadamente, 9 dias após o início dos sintomas. 

Geralmente, não ocorre a reinfecção com o vírus pois após a infecção, o indivíduo adquire imunidade para combater a doença. Porém se a caxumba manifestada pela primeira vez foi unilateral, pode ocorrer a infecção do outro lado não afetado em outro momento.

Não é possível contrair caxumba de animais ou plantas, pois o ser humano é o único hospedeiro natural da caxumba.

SINAIS E SINTOMAS


O sintoma mais comum é:
- Dor Inchaço das glândulas salivares (paroditite) em ambos os lados ou unilateral; em alguns casos não há inchaço aparente.

Os demais sintomas são:

- Disfagia (dor ao engolir);
- Febre;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Cefaléia (dor de cabeça).

COMPLICAÇÕES:

São raras, mas podem ocorrer. São elas:

- Meningite viral - atinge as membranas que envolvem o encéfalo e podem causar dor na nuca, rigidez e mal-estar intenso.
- Pancreatite, causando náuseas e dor abdominal.
- Orquite - inflamação dos testículos seguida de dor;
- Ooforite - inflamação dos ovários
- Surdez - pode ocorrer, mas é raro.

Quando ocorre no 1º trimestre de gestação, pode provocar aborto espontâneo.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da doença é clínico, baseado no exame físico e na história do paciente. Existem também testes sorológicos ou de cultura para vírus, caso seja necessário.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico. Será prescrito repouso, analgésicos para tratar a dor, bem como antitérmicos para a febre. É preciso observar o surgimento de outros sintomas e ficar atento para as complicações.

PREVENÇÃO

A única forma de prevenir a Caxumba é com a vacina que deverá ser aplicada conforme o Calendário Básico de Vacinação.

OBSERVAÇOES FINAIS

 - Manter o paciente em repouso e oferecer líquidos e alimentos mais pastosos de maneira que facilite a deglutição;
- Não tomar medicamentos sem prescrição médica;
- Caso não tenha sido vacinado, procure um centro de saúde mais próximo.

CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO para a Caxumba (fonte: Portal da Saúde - SUS)

- Para indivíduos de 12 meses a 19 anos de idade: administrar 2 (duas) doses, conforme situação vacinal encontrada;
-  Administrar a 1ª dose aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral e a 2ª dose, exclusivamente, aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral, para as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. Detalhamento no tópico da vacina tetra viral;
-  Para as crianças acima de 15 meses de idade administrar a vacina tríplice viral observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinada a pessoa que comprovar 2 (duas) doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola;
-  Para indivíduos de 20 a 49 anos de idade: administrar 1 (uma) dose, conforme situação vacinal encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar 1 (uma) dose de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola ou sarampo e rubéola.

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terça-feira, 7 de julho de 2015

VIGOREXIA

A vigorexia é classificada, pelo Dr. Harison Graham Pope Jr., como um transtorno obsessivo compulsivo. Ele nomeou a doença como Vigorexia ou Síndrome de Adônis (deus mitológico ideal de beleza masculina). A doença também pode ser classificada como um transtorno alimentar, assim como a anorexia nervosa.

Também conhecida como  Transtorno dismórfico  muscular, a vigorexia é uma doença psicológica onde a pessoa apresenta uma insatisfação constante da sua imagem. Assemelha-se à anorexia, pois em ambos ocorre a distorção da imagem. Porém na vigorexia, a pessoa se vê magra e sem forma, mesmo sendo forte e com musculatura definida.

A vigorexia faz com que o individuo pratique exageradamente exercícios físicos para alcançar o corpo idealizado por si próprio ou ainda, o padrão de beleza imposto pela sociedade. É comum que a pessoa passe horas na academia, aumentando cada vez mais a carga dos exercícios. 

Sua dieta também sofrerá alterações, geralmente por conta própria, ingerindo basicamente proteínas. Retiram carboidratos, glúten, gorduras dentre outros alimentos, sem nenhum critério médico. Passam a consumir chás, suplementos alimentares,  esteróides e anabolizantes. Tudo isso de forma indiscriminada, sem orientação de um profissional qualificado. Muitas vezes, a alteração da dieta se dá por informações veiculadas em revistas, internet ou pelo fato de uma outra pessoa falar que existe um produto "milagroso", por exemplo. Isso fará com que a pessoa comece a ficar obsessiva também por alimentos "saudáveis" e poderá além da vigorexia, desenvolver também a Ortorexia, trazendo graves prejuízos à saúde.

A pessoa portadora deste transtorno pode desenvolver depressão ou sofrer de ansiedade pois sentem-se "deformadas" e insatisfeitas com a sua auto-imagem. Daí por não atingirem a forma idealizada por si ou pela mídia, pode frustar-se e sofrer severamente.

INCIDÊNCIA

É mais comuns em homens com faixa etária entre 18 e 35 anos, porém pode ocorrer também em mulheres. Sua maior frequência ocorre na classe média.

SINAIS E SINTOMAS

- Ao ver-se no espelho, mesmo que seja forte e musculosa, a pessoa se verá magra, fraca, deformada;

A prática exagerada de exercício físico (overtraining) pode causar:

- depressão;
- dores musculares persistentes;
- perda de apetite;
- perda de peso;
- diminuição do desempenho sexual;
- ritmo cardíaco aumentado, em repouso;
- irritação;
- insônia;
- maior incidência de lesões;
- sentimento de inferioridade;
- tremores.

O excesso de atividade física pode causar lesões nas articulações, músculos, ligamentos e até mesmo nas cartilagens, quando mais grave. É possível ocorrer insuficiência renal e hepática.  

Os anabolizantes são outro problema. Podem causar doenças cardiovasculares, queda de cabelo, diminuição do tecido testicular e câncer de próstata.

Outro agravante da vigorexia é que a pessoa começa a isolar-se, afastando-se da família e entes queridos, ou até mesmo das pessoas do seu trabalho. Não há mais nada que o interesse senão os exercícios físicos e a alimentação. Ou seja, a doença além de agredir o corpo e a saúde, afeta também a vida social e profissional do portador do transtorno.

DIAGNÓSTICO

Não há critérios estabelecidos para diagnosticar o transtorno. Serão observados hábitos e atitudes no individuo:

- Abandono das atividades sociais para manter sua dieta e sua carga pesada de exercícios;
- Apresenta insatisfação extrema com a sua musculatura e/ou porte físico trazendo fazendo com que prejudique sua vida social e profissional;
- Mesmo sabendo dos perigos de anabolizantes, suplementos, dietas rigorosas, dentre outros, a pessoa mantém o hábito alimentar desregrado. Assim como, mesmo sabendo das consequências de exercícios pesados e em excesso, não reduz a prática, pois tem a obsessão em alcançar a "forma perfeita".

TRATAMENTO

Após o diagnóstico, a pessoa deverá fazer um acompanhamento com uma equipe multidisciplinar. Será necessário avaliar a condição física com um ortopedista e  um endocrinologista, assim como necessitará de acompanhamento psicológico. Para reordenar a alimentação e iniciar uma dieta saudável, será também preciso que seja tratado por um Nutricionista.

O ortopedista avaliará se a prática exacerbada de exercícios não ocasionou nenhuma lesão. Caso haja, será necessário a prática de fisioterapia. O endocrinologista avaliará as taxas de hormônio, glicose e colesterol que por meio de dietas drásticas, podem ser severamente alterados. Além de avaliar outros exames de sangue.

Em caso de uso de anabolizantes e esteróides é importante também consultar um cardiologista, bem como interromper o uso.

Será avaliada também a necessidade do uso de medicamentos para a depressão e ansiedade. 

É importante salientar que o portador da vigorexia raramente assume que está doente e precisa de ajuda.

O apoio da família e amigos é muito importante para que haja evolução positiva no tratamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando a pessoa começa a recusar convites para atividades de lazer e deixa de sair para praticar exercícios, é preciso ficar atento. Pode estar desenvolvendo o transtorno.

Outro ponto importante é quando a pessoa usa roupas largas para esconder o corpo uma vez que o acha feio. Mesmo quando é elogiada por sua forma física, continua achando que está disfórmico.

Atividade física faz bem a corpo, à mente e à saúde, mas tudo tem que ser de forma equilibrada. Os padrões de beleza impostos pela mídia, pela sociedade devem ser descartados. Não há padrão de beleza definido, não existe um manual de beleza.


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

ORTOREXIA

Os transtornos alimentares não resumem-se apenas em Bulimia e Anorexia. Há ainda outro transtorno que é a Ortorexia.

A palavra ortorexia origina-se do grego, onde "orthos" significa correto e "orexsis", fome/apetite. Esse termo foi criado pelo médico americano Stevem Bratman, autor do livro Health Food Junkies (significa Viciados em Comida Saudável).

Tal transtorno foi descoberto há pouco tempo e apesar de ser reconhecido como doença pelos profissionais de saúde, o termo ainda é usado como diagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

DEFINIÇÃO

É um transtorno onde a pessoa apresenta obsessão pelo padrão dos alimentos ingeridos. Os seus pensamentos e atitudes estão sempre ocupados com o que vai comer. 

A constante preocupação exacerbada com a qualidade da alimentação faz com que a pessoa limite a diversidade dos alimentos e comece a excluir muitos alimentos que são importantes do seu cardápio como carboidratos, gorduras, carnes (proteínas) e laticínios, não atentando por substituí-los de maneira adequada causando uma carência nutricional e perda de peso excessiva.

Uma alimentação saudável é um hábito presente na vida de muitas pessoas, contudo o ortorexo torna-se obsessivo com a composição dos seus alimentos, e de forma alguma ingerirá algo que não seja "permitido". O mais comum é que apresente uma alimentação macrobiótica consumindo apenas frutas, folhas e legumes.

Tudo pode começar com normas criadas por si próprio em busca de uma alimentação saudável baseadas, na maioria dos casos,  em informações obtidas em revistas e meios de comunicação em geral. A pessoa adota tal modo de vida sem atentar que muitas informações veiculadas são distorcidas e exageradas fazendo com que alimentos importantes e necessários para o equilíbrio do corpo sejam erradicados do cardápio. 

A ortorexia também está associada à preocupação com o modo de preparo dos alimentos assim como com os utensílios da cozinha que são utilizados no preparo desses. A pessoa começará a tornar-se anti social, evitando refeições em lanchonetes, restaurantes e similares para evitar de ingerir os  "alimentos proibidos". Se por acaso ingerir algo que seja "proibido" virá a sentir grande culpa. Logo ela será escrava da dieta que dominará gradualmente a sua vida.

A pessoa começará a querer impor seus hábitos alimentares para os que o cercam, tornando-se alguém dificil de relacionar-se. 

SINAIS e SINTOMAS

- O portador do transtorno analisa cada item que compõe o alimento;
- apresenta muita preocupação ao ingerir um alimento que não é "permitido";
- preocupa-se o tempo inteiro com o conteúdo nutricional de cada alimento;
- observa, comenta e até critica a forma como as demais pessoas alimentam-se ou preparam o alimento;
- não consegue comer um alimento preparado por outra pessoa;
- deixa de sair com amigos e familiares em festas, restaurantes e outros para não ingerir alimentos "não permitidos";

Além disso, pode apresentar:

- Fraqueza e fadiga;
- queda de cabelos e unhas quebradiças;
- anemia;
- tendência à automedicação, entre outros.

DIAGNÓSTICO

Geralmente, o indivíduo não admite estar doente pois acredita que a escolha certa é o modo alimentar adotado. Na maioria dos casos quem percebe é a família, que conduz a pessoa ao médico.

O médico realizará uma anamnese (entrevista) com o paciente e com o familiar para saber como está a dieta. O exame físico também é importante pois o paciente pode apresentar alguns sinais devido à carência nutricional. Os mais comuns são unhas fracas, queda de cabelo, fraqueza, diarréia ou constipação frequente, entre outros.

Exames de sangue também deverão ser adotados para verificar o deficit nutricional. O paciente poderá apresentar anemia, carência de vitaminas e minerais, dentre outros.

TRATAMENTO

Após o resultado dos exames o médico indicará o tratamento mais adequado de acordo com cada paciente. Em caso de desequilíbrio nutricional, será prescrita a reposição de vitaminas, sais minerais ou qualquer outro que apresente déficit. Uma dieta adequada também será prescrita.

O profissional de saúde poderá prescrever também a psicoterapia para um melhor resultado no tratamento. O apoio da família é muito importante para a cura do paciente.

PREJUIZOS DA ORTOREXIA

Um portador desse tipo de transtorno está sujeito a ser severamente afetado, acarretando prejuízos ao relacionamento com a família e amigos, uma vez que o isolamento será inevitável devido à fixação na alimentação saudável. Ele irá afastar-se cada vez mais das pessoas que o cercam.

Quanto mais a doença progride, pior ficará. Pode chegar ao ponto de atrapalhar nas atividades profissionais ou escolares, apresentando queda gradual no rendimento pois sua mente cada dia mais estará ocupada na alimentação permitida, como prepará-los, quantas vezes deverá mastigar, como guardar os alimentos...

pessoa pode apresentar déficit de concentração devido ao transtorno.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

SALADA DE UVA E ENDÍVIA COM VINAGRETE DE PERA

Para o vinagrete de pera:


Ingredientes: 

2 xícaras de suco de pera fresco (500 ml ou aproximadamente 4 peras)
Suco de ½ limão
2 colheres (sopa) de vinagre de maçã (30 ml)
½ colher (chá) de xarope de bordo (2 ml)
½ colher (chá) de mostarda Dijon (2 ml)
½ xícara de óleo de canola (125 ml)
Um pouco de água para diluir, se necessário
Sal e pimenta (a gosto)

Modo de preparo:

Aqueça o suco de pera em fogo brando por 40 minutos para reduzi-lo a ¼ do volume original até caramelizar. Reserve e deixe esfriar.

Em uma panela, adicione o azeite e o pinhão tostado em temperatura média-alta. Fique atento porque esses ingredientes tendem a queimar rapidamente.

Em uma vasilha, misture a redução do suco de pera, o vinagre de maçã, o xarope de bordo e a mostarda Dijon. Acrescente vagarosamente o óleo vegetal batendo sem parar. Tempere com sal e pimenta. Adicione um pouco mais de suco de pera ou de água, se o vinagrete estiver muito grosso. Reserve.


Para a salada:


Ingredientes:


4 endívias cortadas
2 xícaras de uvas vermelhas cortadas ao meio (500 ml)
2 peras cortadas em tiras finas
¼ de xícara de pinhão tostado (60 ml)
½ xícara de queijo mimolette (aproximadamente 100 g)
2 colheres (chá) de azeite (10 ml)

Modo de preparo:
Coloque as endívias e as uvas em uma vasilha, adicione o vinagrete e misture bem. Transfira a salada para uma travessa e enfeite com peras, pinhões e queijo.

Observação: o queijo cheddar curado ou gouda podem substituir o mimolette.


Fonte: GNT

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